Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

20 Anos do Arraiá do Seu Gesteira







20 Anos do Arraiá do Seu Gesteira

[1]Rafael Caldas Barros Peixoto

Conceição do Almeida localiza-se no Recôncavo Baiano, nas adjacências das cidades de Sapeaçu, Dom Macedo Costa, Santo Antonio de Jesus, Castro Alves, Cruz das Almas e São Felipe, região denominada Recôncavo Sul. Com aproximadamente 19.000 habitantes, possui área de 291,1 km² e está a 159 km de Salvador.[2]Reconhecida na região pelo valor econômico da produção agrícola fumageira das décadas passadas, o Almeida, como é conhecida, desfruta também do seu reconhecimento cultural, haja vista as tradicionais festas populares religiosas como o Terno de Reis, o samba de Roda, a novena de Nossa Senhora da Conceição e Coração de Jesus.
Entretanto, a temática discutida será sobre os 20 anos do Arraiá do Seu Gesteira, hoje o Arraia ou Forró Municipá, como queiram. Assim, para tal objetivo utilizamos informações orais (depoimentos) dos organizadores - participantes como é o caso do senhor José Carlos Ribeiro

Peixoto (Zé Carlos) e sua esposa Maria da Conceição Caldas Barros Peixoto (Conce), e outros moradores participantes do festejo, além de fotografias como fontes para tal dissertação.

O Surgimento:

O São João de Conceição do Almeida representa a verdadeira simbologia do culto ao santo (São João) manifestado pelos portugueses e complementado pelos indígenas e negros no período colonial. O sagrado e o profano são manifestados na maior parte dos festejos religiosos e, em Conceição do Almeida não foi diferente. Segundo Edilece Couto, na

Puxada do Mastro, “as festas religiosas se complementavam entre o sagrado e o lúdico, ambos conseqüência do encontro cultural dos portugueses com índios e negros”. [3]

Na cidade referida, e numa visão macroscópica, no Nordeste, esse valor simbólico entre sagrado e lúdico é manifestado principalmente nas comemorações dos santos juninos (Santo Antonio, São João e São Pedro), especialmente São João. As visitas de porta em porta com a tradicional frase “São João passou por aí?” seguida da manifestação cultural da Guerra de Espadas por algumas ruas, configurava a comemoração do festejo junino no Almeida. Dentro desse contexto, apresenta-se como destaque, a comemoração à São João na rua José Leandro

Gesteira, situada entre a Praça Honôrina Galvão e a Praça da Bandeira.[4]
Desenvolvido pelos moradores da rua, em especial, José Carlos Ribeiro Peixoto (Zé Carlos) e Maria da Conceição Caldas Barros Peixoto (Conce) organizadores, e seguido pelo apoio inestimável dos moradores em destaque, os casais Stela e Luís Maia (in memória), Pedrito (in memória) e Belita, Nezinho (in memória) e Dagui, Benedito (in memória) e Irene, Ana Lidia e Roberto, Sandra e Junior Pituba, Iaiá e Fernandinho, Lia e Binuca, Gaucha e Fernando, Benedito do “Rádio” e familiares, e as senhoras Margarida, Márcia, Chica e Bia, podemos considerar tal iniciativa como fundamental no processo de organização da atual festa do Arraiá ou Forró Municipá.

As organizações da festa eram desenvolvidas na casa do casal Zé Carlos e Conce, onde as pautas dos encontros discutiam os acordos firmados de doações e apoios. A Peixoto & Filhos doavam as camisas e as bandeirolas e os moradores as bebidas (licores), a dever dos homens, e comida típica (milho, amendoim, pamonha, bolos, salgados, etc.) no compromisso das mulheres. Eram realizadas, também, rifas de queijos doado pela empresas de telefonia ITENE, na pessoa de Mauricio Coni. As rendas adquiridas completavam os gastos com a festa. Abaixo podemos observar o ambiente da festa, mas no caso especifico, já ao entardecer do dia 24 de Junho com a queima das espadas.[5]




Ilustração SEQ Ilustração \* ARABIC 1 As duas fotos representam o arrastão dos espadeiros na rua José Leandro Gesteira no dia 24 de Junho pela tarde, sendo que o “ Arraiá do seu Gesteira” acontecia no dia 23 a noite .


Essas iguarias eram distribuídas da seguinte forma: as comidas típicas ficavam exposta para qualquer pessoa ( morador ou conhecido) em uma das partes físicas da casa do casal Luís Maia e Stela ( ambos in memória) e as bebidas no “ Boteco do Seu Gesteira”, uma antiga Venda na atual casa da senhora Graciete.[6]

O primeiro ano foi realizado com a participação de caixas de sons das “radiolas” dos moradores da rua. Vários moradores sintonizavam-as nas mesmas redes sonoras, tocando variadas músicas juninas. Os forrós “comiam no centro” atraindo pessoas de outras ruas.[7] Era algo contagioso, pois a cidade se configurava somente pelo “São João de porta em porta” e pela “ Guerra de espadas”, a não ser as festas que estavam surgindo na época como o Forró do Flamengo e o Forró do Chapéu, ambas tornando-as tradicionais em nossa cidade.
Os anos seguintes, a comissão organizadora composta pelos moradores da rua tentaram contratar sons mecânicos, principalmente o carro de som do empresário Ari Andrade e de Edvaldo, para o aperfeiçoamento dos festejos. Entretanto, tal objetivo não foi angariado, pois, o som não compareceu à festa. Mas, o “Arraiá de seu Gesteira” não se abateu a tal adversidade, e as festas seguiram com as caixas de sons e, com a participação especial dos músicos Bendito (in memória) e Flávio com os Banjos[8] e Dinha Coni com o acordeom. O ultimo ano, houve a participação da Rede Aliança, na pessoa de Pantera, através das caixas de sons fixas nos postes da rua, que foi peça importante na manutenção da festa, reforçando o espaço em alegria e diversão.
A comemoração do São João em Conceição do Almeida configurava-se, portanto, pela visita de porta em porta, algo pouco expressivo nos nossos dias, das “Guerras de Espadas” e do “Arraiá do seu Gesteira”, contagiando tanto os moradores da rua como de outras zonas da cidade.


Do “Arraiá do seu Gesteira” ao Arraiá/Forro Municipá


Com a inauguração do Centro de Abastecimento Jonga (atual cobertura do Mercado Municipal) e com o avanço, em âmbito geral, da indústria cultural musical, tornar o “Arraiá do seu Gesteira” em festa municipal foi uma questão de tempo. O primeiro passo importante foi através do senhor José Carlos Peixoto (Zé Carlos) que, num contato com um dos filhos da gestora local Lúcia Coni, alertou para a criação de uma festa de grande porte, ou seja, que arcasse com mais investimentos e promovessem a festa tanto na cidade como na região. A sugestão foi aceita e a banda contratada foi o forrozeiro Arnaldo Farias, hoje conhecido na cidade. Tal festejo agora se configrou coletivo-geral, onde multidões de almeidenses dançavam o tradicional arrasta-pé com sanfona, triangulo e zabumba.
A festa foi sendo desenvolvida posteriormente onde recebeu o nome de “Arraiá Municipá” e em alguns momentos, Forro Municipá.[9] Mas, o importante é que foi fielmente desenvolvida, tornando-se meio de atrativo turístico cultural e fonte de renda direta e indireta para a cidade e servindo de exemplo para outras cidades vizinhas que não tinham.

***

Assim, diante do exposto, devemos estar atento que, longe de interesses políticos existente em nossa cidade, é importante deixar explícito que a festa que se encontra hoje em Conceição do Almeida (Arraiá Municipá) teve influencia imprescindível dos moradores e organizadores do “Arraiá do seu Gesteira”. Esses foram os pioneiros do festejo, as verdadeiras “Força Motriz” da atual festa na cidade. A participação da prefeitura foi essencial, pois arcou com um projeto amplo, coletivo e dinamizador na cidade.
E hoje temos a festa do Arraiá Municipá do seu Gesteira[10], atraindo vários almeidenses, sem contar os turistas que buscam a alegria e o prazer de conhecer essa cidade maravilhosa que é Conceição do Almeida; seguida da tradicional “Queima das Espadas” e do contexto representativo do São João, através das fogueiras, queima de fogos, comidas típicas, etc, onde Antonio Viana deixa claro no fragmento abaixo:


(...) a tradição que trouxe até nós as inconfundíveis festas juninas guardou com carinho os seus aspectos regionais (...). Aí estão os mesmos fogos, jogados pelos nossos avós, aí permaneceram os mesmos brinquedos, as mesmas guloseimas e os mesmos augúrios que herdamos dos descobridores[11]



[12]

Referências Bibliográficas

COUTO, Edilece Souza, A Puxada do Mastro

REZENDE, Joelito de Oliveira, Recôncavo Baiano: Berço da Universidade Federal Segunda da Bahia – Passado, Presente e Futuro;

VIANA, Antonio, Casos e Coisas da Bahia, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1984,


Fontes:

Depoimentos Orais:

José Carlos Ribeiro Peixoto

Maria da Conceição Caldas Barros Peixoto

Fotografias:

Encontra-se no acervo particular do senhor José Carlos Ribeiro Peixoto, morador na cidade de Conceição do Almeida



[1] Graduando em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS- Bahia
[2] REZENDE, Joelito de Oliveira, Recôncavo Baiano: Berço da Universidade Federal Segunda da Bahia – Passado, Presente e Futuro; p.25-27.
[3] COUTO, Edilece Souza, A Puxada do Mastro: Transformações históricas da festa de São Sebastião em Olivença ( Ilhéus-Ba), 2001.
[4] Informações de José Carlos Peixoto, empresário e um dos organizadores da festa na rua José Leandro Gesteira.
[5] Sobre a Queima das Espadas em Conceição do Almeida ver Rafael Caldas Barros Peixoto “Guerreiros Imortais: 24 de Junho – Uma Guerra de Espadas em Conceição do Almeida”
[6] Informações da senhora Conce, historiadora e professora da Rede Pública do Estado
[7] Informações da moradora Margarida, técnica em enfrmagem, participante ativa da festa.
[8] Banjo é um instrumento musical da família do cavaquinho tocado muito em ritmos do samba. Mas utilizados em outros ritmos musicais, como no caso do forro do seu Gesteita.
[9] Por questões políticas, as vezes a festa recebiam o nome de Arraiá Municipá e em outros momentos Forro Minicipá. Tal situação estavam atrelado aos gestores da época.
[10] Utilizamos esse nome como sensatez da importância dos moradores no surgimento do festejo, haja vista que o nome atual é Arraiá Municipá.
[11] VIANA, Antonio, Casos e Coisas da Bahia, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1984, p 75.


[12] As fotos acima comprovam o surgimento do “Arraiá do seu Gesteira” no ano de 1989, camisetas doadas pela Loja Peixoto & Filhos LMTD. Tais fontes encontram-se no acervo particular do senhor José Carlos Ribeiro Peixoto.

Sábado, 30 de Maio de 2009

Baianos esperam anúncio das cidadessede da Copa 2014 no Pelourinho

Os dirigentes da Fifa, reunidos na cidade de Nassau, nas Bahamas, anunciarão as cidades-sede da Copa do Mundo 2014, às 15h30, horário de Brasília. O anúncio será feito após a reunião do comitê executivo da entidade. Das 17 cidades brasileiras, serão escolhidas 12.


“Será a primeira comemoração por Salvador estar se confirmando como sede da Copa de 2014. Este é, na área do esporte, o espetáculo mais assistido do mundo”, observou o governador Jaques Wagner. Segundo ele, “se a copa vem para cá, o mérito maior é da nossa torcida, da nossa imprensa que comenta o esporte, evidentemente do nosso trabalho”, relacionou.


Para o governador, a reconstrução do estádio de Pituaçu, visitado pela CBF e pela comissão organizadora da Copa, foi uma prova da capacidade do governo e do povo baianos para fazer um estádio de primeiro mundo. “Isso dá segurança de que a nova Fonte Nova, com o projeto arquitetônico já aprovado, será um grande projeto”, observou.


Wagner disse que também é importante destacar a rede hoteleira, voos internacionais, a força da torcida baiana para o futebol e o fato de que Salvador foi a primeira capital brasileira. “Todo mundo tem uma referência na Bah

Quarta-feira, 15 de Abril de 2009

Caetano lança novo disco e fala sobre a velhice


Três anos depois do disco "Cê", que marcou seu reencontro com o rock, Caetano Veloso volta a lançar um disco à frente de uma banda jovem, em que o membro mais velho tem metade de sua idade. "É uma constatação, sou velho", disse o cantor e compositor de 66 anos ao apresentar "Zii e Zie", em entrevista na noite de terça-feira (14). "Todo mundo sabe que meu cabelo está quase todo branco", brincou. Mas Caetano afirma que a diferença de idade entre ele e o resto da banda - composta por Pedro Sá, Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado - foi um elemento positivo na produção do novo álbum. "As idades são diferentes, mas os interesses são os mesmos. No estúdio, a gente não teve momentos de incompreensão, foi uma situação límpida de comunicação", conta. O resultado é "Zii e zie", composto de 13 faixas que têm como principal inspiração a paisagem chuvosa do Rio de Janeiro que marcou grande parte de 2008, quando as canções foram criadas. "Estava chovendo muito e achei aquilo muito bonito", disse o músico, que, porém, confessa estar "morrendo de saudades" de São Paulo. "Hoje eu faria qualquer coisa para passar um mês inteiro lá", afirmou. Tios e tias Quanto ao título do novo disco, Caetano disse que queria fazer referência ao cotidiano das cidades brasileiras, já que "Zii e zie" significa tios e tias em italiano. "É o que todos nós somos quando paramos no sinal de trânsito, tios e tias, é como os meninos nos chamam", disse o cantor. "Na verdade, eu queria que o título fosse meio absurdo, meio ininteligível à primeira vista", completou. Com o lançamento do álbum, Caetano colocou fim ao seu blog, Obra em progresso, onde mostrou em primeira mão as novas canções e trocou informações com fãs durante os últimos meses. "Agora o blog acabou, ele já cumpriu sua função, terminou virando um botequim virtual", disse o cantor, que afirma ter se adaptado muito bem a essa nova tecnologia, mas ainda não se rendeu aos telefones celulares. "Talvez eu ceda, talvez", disse rindo. Caetano Veloso também apontou como fonte de inspiração de "Zii e zie" a realidade política brasileira, principalmente os governos Lula e Fernando Henrique Cardoso, os quais o cantor descreveu como "paraíso" e "sonho que parecia irrealizável". Mas Caetano também citou a "tristeza mitigada" de enfrentar os problemas sociais do país. "A gente sabe que tem uma vida triste. Ainda estamos com esse mapa sinistro, em que o sistema latifundiário se manteve e a distribuição de renda é obscena", disse. "Mas o Brasil está andando, o Obama até disse que o Lula é bonito", brincou.

Segunda-feira, 23 de Março de 2009

NOTAS DO PINHEIRO: Cad�a proposta?!...

NOTAS DO PINHEIRO: Cad�a proposta?!...

Qualidade e Tecnologia

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Guitar Hero III' resgata a emoção do rock


Guitar Hero III' resgata a emoção do rock
Com trilha sonora de peso e novidades interessantes, jogo concretiza sucesso da série.
Guitarristas Tom Morello e Slash fazem participações especiais.
Com trilha sonora de peso e novidades interessantes, jogo concretiza sucesso da série.
Guitarristas Tom Morello e Slash fazem participações especiais.
Veja a ficha completa de "Guitar Hero III" (Editoria de Arte /
Há quem diga que “‘Guitar Hero’ é tudo igual, só mudam as músicas” – e é por pessoas insensíveis assim que o mundo caminha para um estado de insustentável desespero.
Pois “Guitar Hero III” não só tem a melhor trilha sonora da série, mas também amplia as opções on-line, permite novos modos de disputa, acrescenta detalhes “insignificantes” e prova que se o rock anda sem graça na vida real, nas turnês virtuais ele ainda garante fortes emoções.
“Guitar Hero III – The Legends of Rock” foi lançado nos Estados Unidos para PC, PS2, Xbox 360, PS3 e Wii, e pode ser encontrado por preços que variam de US$ 49,99 a US$ 89,99 (versão com guitarra). Não existe previsão de lançamento no Brasil.
Honra ao mérito
O que deu certo nas edições anteriores não foi descartado: visual, dinâmica de jogo, piadas antes das músicas. O que faltava foi acrescentado: informações sobre músicas e guitarras, capas de disco, tutorial para iniciantes e mais vida aos shows com a participação, mesmo que restrita, das “lendas” Tom Morello (Rage Against the Machine) e Slash (Guns ´N Roses).

O novo modo de duelo de guitarras coloca o jogador contra verdadeiras feras do palco (Foto: Reprodução)
Os dois guitarristas surgem no modo “boss battle”, quando, a certa altura da carreira, desafiam o jogador. Tem início então o clássico “duelo de guitarras”, em que é necessário acertar o máximo de notas para ganhar poderes especiais e sabotar o adversário.
Esses itens podem duplicar as notas do adversário, inverter o sentido das cordas, sobrecarregar o amplificador e até mesmo cortar uma das cordas da guitarra inimiga. Se vencer Tom Morello, por exemplo, o jogador avança e o guitarrista do Rage fica disponível para ser comprado como personagem na loja (por meros US$ 10 mil virtuais).

Cenas animadas, em tom de cartum, entre um palco e outro, contam a história da sua banda. Nesta imagem, os roqueiros recebem uma proposta indecorosa do empresário (Foto: Reprodução)
Sangue novo no palco
O rock é uma simpática caricatura em “Guitar Hero III”. Entre um palco e outro da evolução na carreira de roqueiro, o jogador acompanha cenas espertas que narram a ascensão de uma banda de rock. Três marmanjos que saem da garagem, assinam contrato, gravam videoclipe e, enfim, entram em discussão sobre a legitimidade de suas próprias almas.
É uma encenação que perde o sentido quando assistida a partir da terceira vez, mas ajuda a descontrair o ritmo entre uma etapa e outra da carreira.
Também é louvável a iniciativa de valorizar bandas e músicas: agora temos capas de disco, datas de gravação e nome da banda bem claros já na lista de músicas. Ao comprar uma guitarra, você pode aprender um pouco mais sobre rock lendo as informações de cada instrumento.
Se você gosta de música, sabe que pequenos detalhes assim fazem a diferença fundamental. Se você não gosta, bem... já é hora de mudar de idéia.

As câmeras estão mais dinâmicas, mas os personagens continuam se movimentando como robôs (Reprodução)
Rock a noite inteira
Metallica, Kiss, Guns´N Roses, Aerosmith, Slipknot, Slayer, The Who, Rolling Stones, Queens of the Stone Age, Weezer, Sonic Youth. Não importa qual seu subgênero preferido no rock, é difícil não gostar de “Guitar Hero III”. Do alternativo ao mainstream e heavy metal, estão todos contemplados.
Até mesmo as músicas a princípio desconhecidas se revelam divertidas e emocionantes na hora de tocar. Mais uma vez, souberam adaptar muito bem as notas reais para as virtuais.
O nível de dificuldade está semelhante ao de “Guitar Hero II”, com a diferença que as músicas agora são mais diversificadas e o tutorial ajuda iniciantes a aprender as regras antes de se apegarem aos vícios de tocar “errado” tanto no controle quanto na guitarra.

Antes de escolher uma guitarra, leia as informações de cada modelo (Foto: Reprodução)
Fica para a próxima
Mas “Guitar Hero III” derrapa em quesitos “secundários”. Os músicos no palco ainda têm movimentos robóticos, e às vezes passam impressão de que tudo aquilo não passa de um rock de brincadeira – o baterista que o diga.
As opções on-line ainda estão limitadas, difíceis de gerenciar, e podem complicar a tarefa de encontrar amigos na rede.

A famigerada “propaganda in-game” atinge níveis quase intoleráveis. Se antes era “natural” que aparecessem no jogo marcas de guitarras e amplificadores, agora o exagero tomou conta. Prepare-se para ver uma guitarra patrocinada por marca de desodorante e um palco transformado em caminhão (com o devido logotipo à mostra).
Se você jogou as edições anteriores da série, não tenha medo - “Guitar Hero III” vale cada palhetada de centavo investida. Se você é novo nessa praia de “jogos musicais”, não existe melhor momento para aprender as primeiras notas virtuais – até mesmo porque “Rock Band”, o “rival”, já está chegando.
Saiba mais
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Quarta-feira, 12 de Novembro de 2008

Memória

E com grande pesar que noticiamos o falecimento Evaldo da Anunciação, querido amigo e colaborador da nossa página na Rede Almeidense.
Neste momento refletimos sobre a brevidade da vida, sabre as incertezas, pensamos no que disse o poeta: “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”.
Ficam em nós indagações, será que dissemos a ele tudo que queríamos dizer? Será que fizemos tudo que estava ao nosso alcance para ajudá-lo? Ou nos negligenciamos e fechamos nossos olhos, afirmando a vida é assim mesmo.
Permanecem nossas inquietações, certa angústia, um peso no ar, que nos traz a lembrança de um cara polêmico, inteligente, por vezes sarcástico, irônico, ‘exagerado’ problemático, mas sincero, amigo e aberto aos saberes do mundo, filosofando, questionando, fazendo História, muita histórias, era um sonhador, mas com muitas limitações e problemas que parecia-lhe insuperáveis.
Fica simplesmente lembrança dos bons momentos que viveste.
Saudades eternas dos seus amigos.
05-02-2009

Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008

Estão atrás de seus rastros digitais

Você chega ao escritório, liga o computador, checa os e-mails e responde às mensagens mais urgentes. Dá uma espiada nos sites de notícias. Lê duas ou três reportagens mais importantes e, em seguida, começa a trabalhar. Por vezes interrompe a tarefa para surfar pela rede. E assim corre mais um dia de trabalho. Fique atento. Cada uma dessas ações foi registrada em linguagem digital. Se antes as atividades paralelas dos funcionários eram ignoradas pelas empresas, agora começam a ser investigadas por um novo tipo de profissional. Stephen Baker, jornalista da revista BusinessWeek, batizou-os de numerati, expressão que dá título a seu novo livro, recém-lançado nos Estados Unidos. Todo tipo de informação interessa a esse pessoal. Investigam com quem você troca e-mails, quais sites costuma visitar e em que horários liga e desliga o seu terminal, além, é claro, do seu histórico profissional. A IBM pretende entender todas as ações de seu pessoal para melhor aproveitar seu potencial A IBM recorreu a esses especialistas para entender a fundo o comportamento de 50 mil funcionários da área de tecnologia. É um grupo de 40 numerati que, munidos de informações digitais, procuram antecipar por meio de equações e algoritmos as ações dos profissionais da gigante de informática. Uma intromissão indevida? Nada disso, afirma o matemático Samer Takriti, criador da equipe de numerati da IBM. A análise científica permitirá que os chefes consigam aproveitar com mais sabedoria o potencial de cada um de seus funcionários. Os numerati poderão saber, por exemplo, quais as palavras mais usadas nos e-mails sem precisar ler cada um deles, bastando usar um programa para essa finalidade. Com essa informação, descobrirão a natureza das relações entre um grupo de funcionários e saber se ela muda durante a semana. O conhecimento de que, de terça a sexta-feira, travam discussões sobre softwares e, na segunda-feira, conversam principalmente sobre futebol poderá ser usado para um programa de aumento da produtividade. Em outro cenário imaginado pelos numerati da companhia, que ainda estão no início de suas pesquisas, um executivo recebe a missão de montar com urgência um time de cinco funcionários para criar um call center em Manila. Preenche um formulário no computador no qual relata as capacidades requeridas para a tarefa. O sistema sugere um determinado grupo de funcionários, boa parte dos quais já trabalhou, num clima de harmonia, em conjunto. Alguns vivem próximos a aeroportos com vôos diretos para a capital das Filipinas. Um deles é fluente na língua nativa. Está montado, em pouquíssimo tempo, um time ideal de talentos para a tarefa, trabalho que levaria dias sem o conhecimento detalhado dos funcionários. Os numerati são a evolução natural de um processo iniciado no final do século 19 pelo engenheiro americano Frederick Winslow Taylor, o primeiro a defender a adoção de métodos científicos na administração de uma empresa. É o que fez a IBM depois da Segunda Guerra Mundial, quando desenvolveu um modelo matemático para gerir a sua cadeia de suprimentos, que se traduziu em eficiência e redução de custos. Mas nos últimos anos a empresa abandonou a produção de equipamentos e passou a se dedicar à prestação de serviços. Otimizar o trabalho de seus funcionários virou uma de suas principais preocupações. Assim como a IBM, outras corporações usam a análise científica para entender o comportamento dos funcionários. A Nissan e a Cisco estão entre elas. Testam hoje um aparelhinho criado pelo MIT que, feito para ser levado ao pescoço, registra os movimentos e as falas dos empregados. Ajuda, por exemplo, a medir o tempo gasto em cada tarefa e em conversas com os colegas. Tudo para melhorar os processos dentro de suas instalações. Baker revela em seu livro que os numerati são usados hoje com diferentes objetivos. Políticos estão contratando esses especialistas para entender a cabeça do eleitor. Empresas de publicidade usam seus serviços para antecipar o comportamento do consumidor. A Tacoda é uma delas. A companhia fechou acordos com milhares de publicações online – como o jornal The New York Times e a revista BusinessWeek –, pelos quais consegue instalar cookies nos computadores daqueles que as freqüentam. Por meio desse truque digital, acompanha cada passo da navegação dos internautas. Você entra num site de notícias e lê um artigo sobre um novo lançamento da Toyota. Em seguida, visita a página de uma revista de carros. Bingo! Um anúncio de carros será colocado nas próximas etapas de seu percurso virtual. Basta clicar na propaganda para que a Tacoda seja recompensada pelo anunciante. Frederick Winslow Taylor – Ao racionalizar a produção da siderúrgica Midvale, Taylor (1856-1915) criou o que chamava de “administração científica”. Levou depois seu método a outras empresas. É considerado um dos primeiros consultores

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