sábado, 3 de outubro de 2009

Movimento contra a implantação de termoelétrico em Sapeaçú






Salvador - Movimento contra a implantação de termoelétrico. Ouve varias rodada de negociação pela não implantação da termoelétrica.

Cassados de recorrer ao município manifestante decidirão acompanhar o processo de negociação de perto e seguiram em caravana com vários ônibus fretados com destino a Salvador onde na manha de sesta feira 2, representes de associações estudantes professores fizeram passeatas pelo centro do (CAB) pedindo providencias aos órgãos competentes do estado.

Depois seguiram para acompanha o processo de votação que decidiria o não pela implantação da usina termo elétrico no município de sapeaçú mais a reunião foi cancelada reunião que seria realizada na sede da Secretaria da Industria Comercio e Mineração - no (CAB) Centro Administrativo da Bahia. Assim; iniciou-se uma manifestação que durou cerca de uma hora paralisando o transito de uma das ruas mais movimentadas de Salvador - Avenida Paralela.

Com aderência de varias entidades o movimento tornou-se, tomando amplitude muito maior ouve e a necessidade de varias discussão sobre a Implantação da termoelétrica na cidade de sapéaçu no Estado da Bahia.


Segundo o Sivanildo, PHD em Química formado pela (USP) a força do óleo bruto queimado pela usina traria sérios prejuízos principalmente a lavoura já que a região é produtoras de vario cativas agrícolas e pecuárias no recôncavo da Bahia. Até o momento tudo que podemos apurar com relação a termo elétrica é que o processo de implantação continua em curso e com aprovação do município e mesmo com parece contrario do Instituto do Meio Ambiente segundo os próprios manifestantes. Ainda sobre a usina fala-se que atingiria cidades como cidades como Cruz das Almas, Sapeaçu, Governador Mangabeira, Muritiba, Castro Alves, Dom Macedo Costa, Conceição do Almeida, São Felipe e grade parte do recôncavo que sempre teve um clima Segundo professor, a queima de um combustível como esse poderia causar no futuro chuva ácida e contaminar o meio ambiente Além disso, estudos realizados demonstram que em termo financeiro para o município, só sairia perdendo..

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Caetano Veloso em Cruz das Almas Teatro Laranjeira



Caitano Veloso

O Cantor e Compositor Caetano Veloso se apresnta dia 12 de setembro no teatro laranjeiras em Cruz das Almas.


As garras de Caetano
Caetano Veloso reúne artigos sobre música, cinema, teatro, literatura e Brasil em seu novo livro, 'O mundo não é chato',
Texto: Álvaro Costa e Silva e Rodrigo de Almeida - Jornal do Brasil




Caetano Veloso fará show em Cruz das Almas
Show dia 12 de setembro -Teatro Laranjeira

Caetano Veloso reúne artigos sobre música, cinema, teatro, literatura e Brasil em seu novo livro, 'O mundo não é chato', diz que é uma caricatura de intelectual, ataca a imprensa, como de hábito, e admite que quer Lula fora do governo desde antes de sua posse.O Caetano Veloso escritor - que está lançando O mundo não é chato, coletânea de textos que a Companhia das Letras manda hoje para as livrarias - é o polêmico falante de sempre. Com garras de tigresa mais que afiadas, orgulha-se de poder dizer e escrever o que pensa sem dar satisfação a ninguém. "Sou uma espécie de caricatura de intelectual", diz o cantor e compositor baiano de 63 anos.

No livro organizado pelo poeta Eucanaã Ferraz, trata do Brasil, de música e de discos, de cinema, teatro, literatura, e de sua vida fora do país, entre outros temas. Na entrevista abaixo, Caetano vai além: fala do presidente Lula, de Carmen Miranda, do escritor cubano Cabrera Infante, do seu filme "injustiçado" O cinema falado, filmado em 1986 e lançado em 2004. Além de tudo, bate duro na imprensa e, em especial, na chamada patota do Pasquim, jornal no qual ele escreveu inúmeros artigos que estão no novo livro.Chama a atenção o tema "Brasil" aparecer em primeiro lugar na organização do livro. Revela a maneira como você se destaca, ou procura se destacar, na vida pública. Há reflexões densas sobre o país, não só pelas referências de autores, mas pela tentativa de elaboração teórica.

É uma posição deliberada?- Considero essas manifestações mais teóricas - que foram descritas por você de uma maneira um tanto quanto hiperbólicas (ri) - como uma espécie de efeito colateral da minha profissão artística, que, por sua vez, é uma profissão da área do entretenimento.

O que você disse talvez esteja certo, mas também faço uma autocaracterização num dos artigos. Refiro-me ao fato de que sou uma espécie de caricatura de intelectual. Eu digo que nunca houve no Brasil alguém tão popular com tanta pinta de intelectual. Isso foi o que sempre definiu minha posição na vida pública. Um trabalho sério, de alguém que se preparou para fazer ensaios sobre a realidade brasileira, sobre as nossas possibilidades históricas, não é uma coisa totalmente ao meu alcance.Mas há um texto originado de uma conferência no MAM (Museu de Arte Moderna), que é uma tentativa clara de elaboração teórica sobre o país.- Escrevi aquilo para nunca ser lido, mas para falar na hora uma série de coisas que, ao serem ouvidas, pudessem ficar na cabeça das pessoas. Sou um artista popular.

Entendo que, de fato, há também um gosto intelectual desde garoto. Meus artigos com 18, 20 anos, são muito reflexivos, apresentam certa densidade e uma ambição natural de querer pensar, embora sem me preparar e ter muitos instrumentos à mão. Sou temerário quanto a me dispor a elaborar pensamentos sem estar tão bem municiado, embora leia, mas muito desorganizadamente, ao sabor do acaso.Há uma crença subjetiva no Brasil, na elaboração teórica. Refere-se a um pessimismo profundo, mas seus textos são otimistas.- Essa crença não é necessariamente otimista. Além disso, não há uma constância em minha crença no Brasil. Mas há uma considerável resistência dessa vontade. Outro ponto é que, quando digo "eu quero", não é tão pessoal, embora eu também queira.

É como se fosse um convite aos outros brasileiros para saberem que temos uma série de elementos para apresentar ao mundo, uma hipótese social original na prática. Não é uma questão de otimismo, mas de reconhecimento e de constatação da nossa oportunidade. Somos um país de dimensões continentais, no Hemisfério Sul, na América, no Terceiro Mundo, altamente miscigenado e que fala português. São muitas características que formam uma obrigação de originalidade que temos de exercer. A minha proposição, o "eu quero", é que façamos dessa originalidade um gesto de sujeito e não apenas exibição de objeto.O risco é cair na desesperança, não? Vivemos sempre sob a premissa de sermos "o país do futuro", que nunca se concretiza.- O livro do Stefan Zweig (Brasil, país do futuro, de 1941) é um desses momentos em que o mundo diz, com clareza, que percebe a originalidade do Brasil. Engraçado falarmos sobre isso.

Anteontem, vi aquele filme, Copacabana, com a Carmen Miranda e o Groucho Marx. Fiquei de madrugada vendo e muitas coisas vieram à cabeça.

Tem uma hora em que um americano babaca canta, rimando bolero com Rio de Janeiro. É muito engraçado, mas provoca na gente um misto de vergonha e orgulho de que falo num artigo do livro. Me lembra o Cabrera Infante (escritor cubano, morto este ano). Em Três tristes tigres, ele fala de uma coisa que, para os cubanos, era um sonho da coisa maravilhosa, uma noite no Cassino da Urca com a Carmen Miranda se apresentando. E, no entanto, tanto o Brasil quanto Cuba chegaram a ter vergonha da Carmen Miranda. E com razão, embora todos possamos nos orgulhar dela.Você nunca pensou em fazer algo em prosa parecido com o que o Cabrera Infante fez?- A vontade que eu tive foi fazer o filme inspirado naquela estrutura de pessoas falando. Cada capítulo é uma pessoa falando um negócio longo. Há sessões de psicanálise, uns literatos com uma falação meio retórica, umas menininhas embaixo do caminhão falando sacanagens, cada um tem um jeito de falar, e ele parodia.

O que é parodiado no filme O cinema falado é, sobretudo, um filme chamado O desafio (de 1965), de Paulo César Saraceni. É um filme interessantíssimo e esquecido. Mas é muito ridículo porque as pessoas falam coisas teóricas. Terra em transe também é assim. É como se fosse O desafio salvo pela genialidade do Glauber. Minha idéia em O cinema falado era fazer um filme como o Cabrera Infante, pegando essa coisa bem ridícula do Desafio.E foi aí que o filme chocou.- Foi. Mas o pessoal do cinema não desgostou muito do filme. Por uma razão muito simples. Os críticos gostam e conhecem cinema.E onde houve a resistência?- Por exemplo, na Folha de S. Paulo, o crítico gostou do filme. Mas o editor-chefe não gostou e não o deixou escrever. E escreveu uma crítica horrorosa. Ele e algumas pessoas que faziam filme atacaram. Arthur Omar, que fazia uns filmes experimentais, gritou, xingou, fez o diabo durante a projeção. E umas três mulheres foram convidadas pela Folha para falar mal de mim. Ninguém se dispôs, mas essas três mulheres se dispuseram. Acho que era porque eram mulheres (ri).Como assim?- Um dia te explico (ri). As três miseráveis aceitaram falar mal do filme, confessando, vejam só, que não tinham visto o filme e nem queriam ver. E eles deram primeira página. Um horror. Tipo "cada macaco no seu galho", "Caetano é um urubu das vanguardas". Mas o que posso fazer? São mulheres, coitadas (ri). Só estou fazendo um número engraçado, porque sou feminista desde criança (ri).E o que as mulheres dizem quando você faz essa "homenagem"? Algumas costumam cair na brincadeira e reagem?- Essas são as melhores (ri).Você falou em jornalistas. Como você avalia a imprensa? A crítica cultural é falha? Há muita mediocridade?- Acho que melhorou um pouco.

A primeira página dos segundos cadernos não estão mais tão iguais quanto estavam. Não que tenha melhorado tanto, mas mudou um pouquinho. Tudo muito resumido e igual. Falta um pouco de densidade. E é um pouquinho como orientação ao consumidor. Vale a pena você gastar seu dinheiro e comprar esse disco. Muito superficial.Há no livro artigos publicados no Pasquim, que o criticou muito.- Achei que houve uma coisa superficial no fato de terem mantido uma imagem de aprovação a qualquer coisa que tivéssemos feito no exílio, e tão logo voltamos eles relaxaram e passaram a nos criticar.

Tanto é que depois o Jaguar foi a minha casa na Bahia, onde eu morava com Dedé, e me pediu desculpas. Disse que tudo aquilo tinha sido coisa do Millôr. O fato é que o Millôr, depois de ter saído do Pasquim, escreveu um negócio desrespeitoso ao meu nome e ao da Dedé.

E o Paulo Francis fez uma ironia com um episódio ocorrido na prisão. Ele me pediu notícia do Ênio Silveira (editor da Civilização Brasileira). Eu respondi brevemente, com uma ênclise no texto.

Quando voltei de Londres, o Tarso de Castro, que era o único no Pasquim que fechou conosco, propôs que todos escrevessem saudando a minha volta. O Francis escreveu uma brincadeira pelo fato de eu ter usado a ênclise.A ênclise foi mal empregada?- Que nada, tá maluco? (ri). O problema era a própria ênclise. Coisa de linguagem coloquial, esse negócio de ''jornalistice''. Pena que o Francis morreu antes de Verdade tropical (primeiro livro de Caetano, de 1997), pois ali tem muita ênclise, muita mesóclise.

Passado muito tempo, quando eu entrevistei Mick Jagger, ele deu um coice em mim. Um típico coice de jornalista. Eu então meti o pé também.Há má-fé no jornalismo?- Essa mistura de má-fé com burrice é o maior problema do jornalismo. O sujeito pode ali agredir, fazer mal, destruir relações. O Paulo Francis demonstrou esse tipo de covardia quando esperou o Glauber morrer para começar a campanha contra o Cinema Novo.

Eu falei que ele era uma bicha travada. Francis respondeu que eu devia ser uma pessoa desesperada porque usava o próprio sexo como xingamento, querendo dizer que usei a palavra bicha como xingamento. E que eu, sendo bicha e chamando-o de bicha, só podia ser uma pessoa desesperada. Depois respondi de novo e disse que o xingamento não estava na ''bicha'', mas em ''travada'' (ri). Coisa típica da geração dele.Como você analisa o tratamento da imprensa à atual crise política?- Acho que a crise é real e grande. E é natural que se passe por ela. Não pode haver desgraça e a imprensa fingir que não faz parte dessa desgraça. E ela finge. Põe uma voz de vestal acusadora contra os políticos. Mas os órgãos de imprensa não podem ser insuspeitos. Têm seus interesses, suas ligações com governos e grupos econômicos. Vou dizer: sou muito descrente. Não estou decepcionado.Mas você votou no Lula.- Votei no primeiro turno em Lula. Votei no Lula na última hora porque o Ciro pirou do meio para o fim da campanha e praticamente pediu para eu não votar nele. Eu votaria no Serra no segundo turno, mas estava fora do país. Mas o Brasil precisava eleger o Lula, precisava botar isso pra fora.

Se não fosse a esquerda no poder dessa vez, o Brasil ficaria ingovernável. A esquerda criaria problema, diria que seria uma política econômica entreguista, de direita. O que é impossível, já que a política econômica do Lula não poderia ser mais enquadrada ao Consenso de Washington. Não me arrependo de ter votado no Lula. Não tinha esperança e não fiquei decepcionado. Só acho que não precisava ter tanta incompetência e achar que tem o direito de abusar da corrupção.Agora você quer que ele saia?- Agora, não. Sempre quis. Antes mesmo de ele ser empossado.






Caetano Veloso em Cruz das Almas








Caetano Veloso fará show em Cruz das AlmasO show faz parte da turnê Zii e Zei do novo disco de Caetano; tendo seu início previsto a começar às 21 hs.
Rede Almeidense




Caetano Veloso

As garras de Caetano
Caetano Veloso reúne artigos sobre música, cinema, teatro, literatura e Brasil em seu novo livro, 'O mundo não é chato',

Cruz das Almas (Rede Almeidense) - Pela primeira vez na região, o Teatro Laranjeiras e a Tear Produções, em Cruz das Almas, apresentarão, na noite do próximo dia 12 de setembro, nada mais nada menos que o ícone da musicalidade popular brasileira, o compositor e cantor baiano, de renome internacional, Caetano Veloso.

O show faz parte da turnê Zii e Zei do novo disco de Caetano; tendo seu início previsto a começar às 21 hs; com os ingressos individuais custando R$ 30,00, as mesas para quatro pessoas, a depender da localização, variam entre R$ 400,00 e 500,00..
Um encanto esse filho de Dona Canô e Seu Zezinho, nascido em Santo Amaro da Purificação, BA, em 07 de agosto de 1942.
Caetano Veloso é um incansável inventor de arte que nossa imaginação jamais poderia perceber, buscando o intangível e o inatingível, retirando sons, gestos e palavras do mais árido território, capaz de traduzir o concreto, a dor, um jeito, uma paisagem ou pessoa na mais variada e sutil percepção da existência.
Revolucionário em sua poesia nos presenteia com fraseados sonoros que movem nossa alma fazendo-nos vibrar - e consegue mostrar a importância não somente de estarmos vivos como também de que podemos/devemos fazer pela vida. Caetano nos toca sutilmente com a arte de parâmetros próprios, renovando a linguagem artística, musicando poesias concretas, poetizando sons de timbres desconexos e criando a estética musical. O que mais impressiona neste "baiano-estrangeiro" de Santo Amaro da Purificação (como bem disse Augusto de Campos), é sua capacidade de mostrar as possibilidades da música provocando verdadeiros curtos-circuitos sociais.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

20 Anos do Arraiá do Seu Gesteira







20 Anos do Arraiá do Seu Gesteira

[1]Rafael Caldas Barros Peixoto

Conceição do Almeida localiza-se no Recôncavo Baiano, nas adjacências das cidades de Sapeaçu, Dom Macedo Costa, Santo Antonio de Jesus, Castro Alves, Cruz das Almas e São Felipe, região denominada Recôncavo Sul. Com aproximadamente 19.000 habitantes, possui área de 291,1 km² e está a 159 km de Salvador.[2]Reconhecida na região pelo valor econômico da produção agrícola fumageira das décadas passadas, o Almeida, como é conhecida, desfruta também do seu reconhecimento cultural, haja vista as tradicionais festas populares religiosas como o Terno de Reis, o samba de Roda, a novena de Nossa Senhora da Conceição e Coração de Jesus.
Entretanto, a temática discutida será sobre os 20 anos do Arraiá do Seu Gesteira, hoje o Arraia ou Forró Municipá, como queiram. Assim, para tal objetivo utilizamos informações orais (depoimentos) dos organizadores - participantes como é o caso do senhor José Carlos Ribeiro

Peixoto (Zé Carlos) e sua esposa Maria da Conceição Caldas Barros Peixoto (Conce), e outros moradores participantes do festejo, além de fotografias como fontes para tal dissertação.

O Surgimento:

O São João de Conceição do Almeida representa a verdadeira simbologia do culto ao santo (São João) manifestado pelos portugueses e complementado pelos indígenas e negros no período colonial. O sagrado e o profano são manifestados na maior parte dos festejos religiosos e, em Conceição do Almeida não foi diferente. Segundo Edilece Couto, na

Puxada do Mastro, “as festas religiosas se complementavam entre o sagrado e o lúdico, ambos conseqüência do encontro cultural dos portugueses com índios e negros”. [3]

Na cidade referida, e numa visão macroscópica, no Nordeste, esse valor simbólico entre sagrado e lúdico é manifestado principalmente nas comemorações dos santos juninos (Santo Antonio, São João e São Pedro), especialmente São João. As visitas de porta em porta com a tradicional frase “São João passou por aí?” seguida da manifestação cultural da Guerra de Espadas por algumas ruas, configurava a comemoração do festejo junino no Almeida. Dentro desse contexto, apresenta-se como destaque, a comemoração à São João na rua José Leandro

Gesteira, situada entre a Praça Honôrina Galvão e a Praça da Bandeira.[4]
Desenvolvido pelos moradores da rua, em especial, José Carlos Ribeiro Peixoto (Zé Carlos) e Maria da Conceição Caldas Barros Peixoto (Conce) organizadores, e seguido pelo apoio inestimável dos moradores em destaque, os casais Stela e Luís Maia (in memória), Pedrito (in memória) e Belita, Nezinho (in memória) e Dagui, Benedito (in memória) e Irene, Ana Lidia e Roberto, Sandra e Junior Pituba, Iaiá e Fernandinho, Lia e Binuca, Gaucha e Fernando, Benedito do “Rádio” e familiares, e as senhoras Margarida, Márcia, Chica e Bia, podemos considerar tal iniciativa como fundamental no processo de organização da atual festa do Arraiá ou Forró Municipá.

As organizações da festa eram desenvolvidas na casa do casal Zé Carlos e Conce, onde as pautas dos encontros discutiam os acordos firmados de doações e apoios. A Peixoto & Filhos doavam as camisas e as bandeirolas e os moradores as bebidas (licores), a dever dos homens, e comida típica (milho, amendoim, pamonha, bolos, salgados, etc.) no compromisso das mulheres. Eram realizadas, também, rifas de queijos doado pela empresas de telefonia ITENE, na pessoa de Mauricio Coni. As rendas adquiridas completavam os gastos com a festa. Abaixo podemos observar o ambiente da festa, mas no caso especifico, já ao entardecer do dia 24 de Junho com a queima das espadas.[5]




Ilustração SEQ Ilustração \* ARABIC 1 As duas fotos representam o arrastão dos espadeiros na rua José Leandro Gesteira no dia 24 de Junho pela tarde, sendo que o “ Arraiá do seu Gesteira” acontecia no dia 23 a noite .


Essas iguarias eram distribuídas da seguinte forma: as comidas típicas ficavam exposta para qualquer pessoa ( morador ou conhecido) em uma das partes físicas da casa do casal Luís Maia e Stela ( ambos in memória) e as bebidas no “ Boteco do Seu Gesteira”, uma antiga Venda na atual casa da senhora Graciete.[6]

O primeiro ano foi realizado com a participação de caixas de sons das “radiolas” dos moradores da rua. Vários moradores sintonizavam-as nas mesmas redes sonoras, tocando variadas músicas juninas. Os forrós “comiam no centro” atraindo pessoas de outras ruas.[7] Era algo contagioso, pois a cidade se configurava somente pelo “São João de porta em porta” e pela “ Guerra de espadas”, a não ser as festas que estavam surgindo na época como o Forró do Flamengo e o Forró do Chapéu, ambas tornando-as tradicionais em nossa cidade.
Os anos seguintes, a comissão organizadora composta pelos moradores da rua tentaram contratar sons mecânicos, principalmente o carro de som do empresário Ari Andrade e de Edvaldo, para o aperfeiçoamento dos festejos. Entretanto, tal objetivo não foi angariado, pois, o som não compareceu à festa. Mas, o “Arraiá de seu Gesteira” não se abateu a tal adversidade, e as festas seguiram com as caixas de sons e, com a participação especial dos músicos Bendito (in memória) e Flávio com os Banjos[8] e Dinha Coni com o acordeom. O ultimo ano, houve a participação da Rede Aliança, na pessoa de Pantera, através das caixas de sons fixas nos postes da rua, que foi peça importante na manutenção da festa, reforçando o espaço em alegria e diversão.
A comemoração do São João em Conceição do Almeida configurava-se, portanto, pela visita de porta em porta, algo pouco expressivo nos nossos dias, das “Guerras de Espadas” e do “Arraiá do seu Gesteira”, contagiando tanto os moradores da rua como de outras zonas da cidade.


Do “Arraiá do seu Gesteira” ao Arraiá/Forro Municipá


Com a inauguração do Centro de Abastecimento Jonga (atual cobertura do Mercado Municipal) e com o avanço, em âmbito geral, da indústria cultural musical, tornar o “Arraiá do seu Gesteira” em festa municipal foi uma questão de tempo. O primeiro passo importante foi através do senhor José Carlos Peixoto (Zé Carlos) que, num contato com um dos filhos da gestora local Lúcia Coni, alertou para a criação de uma festa de grande porte, ou seja, que arcasse com mais investimentos e promovessem a festa tanto na cidade como na região. A sugestão foi aceita e a banda contratada foi o forrozeiro Arnaldo Farias, hoje conhecido na cidade. Tal festejo agora se configrou coletivo-geral, onde multidões de almeidenses dançavam o tradicional arrasta-pé com sanfona, triangulo e zabumba.
A festa foi sendo desenvolvida posteriormente onde recebeu o nome de “Arraiá Municipá” e em alguns momentos, Forro Municipá.[9] Mas, o importante é que foi fielmente desenvolvida, tornando-se meio de atrativo turístico cultural e fonte de renda direta e indireta para a cidade e servindo de exemplo para outras cidades vizinhas que não tinham.

***

Assim, diante do exposto, devemos estar atento que, longe de interesses políticos existente em nossa cidade, é importante deixar explícito que a festa que se encontra hoje em Conceição do Almeida (Arraiá Municipá) teve influencia imprescindível dos moradores e organizadores do “Arraiá do seu Gesteira”. Esses foram os pioneiros do festejo, as verdadeiras “Força Motriz” da atual festa na cidade. A participação da prefeitura foi essencial, pois arcou com um projeto amplo, coletivo e dinamizador na cidade.
E hoje temos a festa do Arraiá Municipá do seu Gesteira[10], atraindo vários almeidenses, sem contar os turistas que buscam a alegria e o prazer de conhecer essa cidade maravilhosa que é Conceição do Almeida; seguida da tradicional “Queima das Espadas” e do contexto representativo do São João, através das fogueiras, queima de fogos, comidas típicas, etc, onde Antonio Viana deixa claro no fragmento abaixo:


(...) a tradição que trouxe até nós as inconfundíveis festas juninas guardou com carinho os seus aspectos regionais (...). Aí estão os mesmos fogos, jogados pelos nossos avós, aí permaneceram os mesmos brinquedos, as mesmas guloseimas e os mesmos augúrios que herdamos dos descobridores[11]



[12]

Referências Bibliográficas

COUTO, Edilece Souza, A Puxada do Mastro

REZENDE, Joelito de Oliveira, Recôncavo Baiano: Berço da Universidade Federal Segunda da Bahia – Passado, Presente e Futuro;

VIANA, Antonio, Casos e Coisas da Bahia, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1984,


Fontes:

Depoimentos Orais:

José Carlos Ribeiro Peixoto

Maria da Conceição Caldas Barros Peixoto

Fotografias:

Encontra-se no acervo particular do senhor José Carlos Ribeiro Peixoto, morador na cidade de Conceição do Almeida



[1] Graduando em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS- Bahia
[2] REZENDE, Joelito de Oliveira, Recôncavo Baiano: Berço da Universidade Federal Segunda da Bahia – Passado, Presente e Futuro; p.25-27.
[3] COUTO, Edilece Souza, A Puxada do Mastro: Transformações históricas da festa de São Sebastião em Olivença ( Ilhéus-Ba), 2001.
[4] Informações de José Carlos Peixoto, empresário e um dos organizadores da festa na rua José Leandro Gesteira.
[5] Sobre a Queima das Espadas em Conceição do Almeida ver Rafael Caldas Barros Peixoto “Guerreiros Imortais: 24 de Junho – Uma Guerra de Espadas em Conceição do Almeida”
[6] Informações da senhora Conce, historiadora e professora da Rede Pública do Estado
[7] Informações da moradora Margarida, técnica em enfrmagem, participante ativa da festa.
[8] Banjo é um instrumento musical da família do cavaquinho tocado muito em ritmos do samba. Mas utilizados em outros ritmos musicais, como no caso do forro do seu Gesteita.
[9] Por questões políticas, as vezes a festa recebiam o nome de Arraiá Municipá e em outros momentos Forro Minicipá. Tal situação estavam atrelado aos gestores da época.
[10] Utilizamos esse nome como sensatez da importância dos moradores no surgimento do festejo, haja vista que o nome atual é Arraiá Municipá.
[11] VIANA, Antonio, Casos e Coisas da Bahia, Fundação Cultural do Estado da Bahia, 1984, p 75.


[12] As fotos acima comprovam o surgimento do “Arraiá do seu Gesteira” no ano de 1989, camisetas doadas pela Loja Peixoto & Filhos LMTD. Tais fontes encontram-se no acervo particular do senhor José Carlos Ribeiro Peixoto.

sábado, 30 de maio de 2009

Baianos esperam anúncio das cidadessede da Copa 2014 no Pelourinho

Os dirigentes da Fifa, reunidos na cidade de Nassau, nas Bahamas, anunciarão as cidades-sede da Copa do Mundo 2014, às 15h30, horário de Brasília. O anúncio será feito após a reunião do comitê executivo da entidade. Das 17 cidades brasileiras, serão escolhidas 12.


“Será a primeira comemoração por Salvador estar se confirmando como sede da Copa de 2014. Este é, na área do esporte, o espetáculo mais assistido do mundo”, observou o governador Jaques Wagner. Segundo ele, “se a copa vem para cá, o mérito maior é da nossa torcida, da nossa imprensa que comenta o esporte, evidentemente do nosso trabalho”, relacionou.


Para o governador, a reconstrução do estádio de Pituaçu, visitado pela CBF e pela comissão organizadora da Copa, foi uma prova da capacidade do governo e do povo baianos para fazer um estádio de primeiro mundo. “Isso dá segurança de que a nova Fonte Nova, com o projeto arquitetônico já aprovado, será um grande projeto”, observou.


Wagner disse que também é importante destacar a rede hoteleira, voos internacionais, a força da torcida baiana para o futebol e o fato de que Salvador foi a primeira capital brasileira. “Todo mundo tem uma referência na Bah

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Caetano lança novo disco e fala sobre a velhice


Três anos depois do disco "Cê", que marcou seu reencontro com o rock, Caetano Veloso volta a lançar um disco à frente de uma banda jovem, em que o membro mais velho tem metade de sua idade. "É uma constatação, sou velho", disse o cantor e compositor de 66 anos ao apresentar "Zii e Zie", em entrevista na noite de terça-feira (14). "Todo mundo sabe que meu cabelo está quase todo branco", brincou. Mas Caetano afirma que a diferença de idade entre ele e o resto da banda - composta por Pedro Sá, Ricardo Dias Gomes e Marcelo Callado - foi um elemento positivo na produção do novo álbum. "As idades são diferentes, mas os interesses são os mesmos. No estúdio, a gente não teve momentos de incompreensão, foi uma situação límpida de comunicação", conta. O resultado é "Zii e zie", composto de 13 faixas que têm como principal inspiração a paisagem chuvosa do Rio de Janeiro que marcou grande parte de 2008, quando as canções foram criadas. "Estava chovendo muito e achei aquilo muito bonito", disse o músico, que, porém, confessa estar "morrendo de saudades" de São Paulo. "Hoje eu faria qualquer coisa para passar um mês inteiro lá", afirmou. Tios e tias Quanto ao título do novo disco, Caetano disse que queria fazer referência ao cotidiano das cidades brasileiras, já que "Zii e zie" significa tios e tias em italiano. "É o que todos nós somos quando paramos no sinal de trânsito, tios e tias, é como os meninos nos chamam", disse o cantor. "Na verdade, eu queria que o título fosse meio absurdo, meio ininteligível à primeira vista", completou. Com o lançamento do álbum, Caetano colocou fim ao seu blog, Obra em progresso, onde mostrou em primeira mão as novas canções e trocou informações com fãs durante os últimos meses. "Agora o blog acabou, ele já cumpriu sua função, terminou virando um botequim virtual", disse o cantor, que afirma ter se adaptado muito bem a essa nova tecnologia, mas ainda não se rendeu aos telefones celulares. "Talvez eu ceda, talvez", disse rindo. Caetano Veloso também apontou como fonte de inspiração de "Zii e zie" a realidade política brasileira, principalmente os governos Lula e Fernando Henrique Cardoso, os quais o cantor descreveu como "paraíso" e "sonho que parecia irrealizável". Mas Caetano também citou a "tristeza mitigada" de enfrentar os problemas sociais do país. "A gente sabe que tem uma vida triste. Ainda estamos com esse mapa sinistro, em que o sistema latifundiário se manteve e a distribuição de renda é obscena", disse. "Mas o Brasil está andando, o Obama até disse que o Lula é bonito", brincou.

segunda-feira, 23 de março de 2009

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